segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O Relojão: Patrimônio histórico e interpretação

O "Relojão" é um ponto turístico da cidade de Londrina e frequentemente é pensado como patrimônio histórico cultural. Localizado na parte superior do edifício América foi construído na década de 60 e tanto o relógio como o prédio(entre outras edificações) representam uma importante memória da cidade, o apogeu do café.
Para pensarmos em patrimônio histórico cultural é necessário que o objeto patrimonializado proporcione  a ideia de pertencimento, e ainda, o patrimônio histórico no uso educacional pressupõe observar a história que há na materialidade das coisas. O bem patrimonializado deve ser interpretado.
Acervo: Museu Histórico de Londrina "Pe Carlos Weiss"
 Que dia é hoje? Que horas são? Estas são perguntas que escutamos todos os dias e é comum utilizarmos o calendário e o relógio para respondê-las. Sem as datas e os horários seria quase impossível viver, temos hora para entrar na escola, para ir ao médico precisamos marcar com antecedência dia e horário. Marcar ou medir o tempo é comum e necessário. Mas será que sempre foi assim?
Uma grande parte da população nos dias de hoje vive nas grandes cidades e além do relógio e do calendário estamos cercados de outros inúmeros instrumentos como o computador, televisão, gps, celular, tablet etc. Mas nem sempre estes instrumentos existiram. Em outro tempo a maior parte das pessoas viviam no campo e a maneira que organizavam seu dia era diferente da nossa. A hora que iriam acordar, quando iriam dormir, que hora iriam trabalhar, quando iriam comer, tudo estava ligado a natureza. O homem acordava quando o sol nascia e ia se deitar no por do sol, comia quando tinha fome, através das estações sabiam quando era a época de plantar ou colher, observavam quando as folhas começavam a cair ou quando as flores começavam a nascer. O tempo era visto como um processo natural e os homens não se preocupavam em medi-lo com tanta exatidão. 










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